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ERA UMA VEZ MINHA PRIMEIRA VEZ - THALITA REBOUÇAS!

Sobre a história do livro, sabe aquele ditado que diz "a primeira vez a gente nunca esquece"? As amigas Teresa, Clara, Tuca, Fernanda, Patty e Joana nunca esqueceram. Nesse livro elas contam sobre sua primeira vez e todas as neuras que envolvem sexo, adolescência e romance.
Todo mundo sabe que nessa época da vida, as emoções são vividas à flor da pele. Tudo ganha uma dimensão maior do que realmente tem, ainda mais a primeira vez - que é uma neura gigante na vida de toda adolescente.
Não importa a sua visão sobre sexo ou a hora certa, com certeza a leitura vai ser muito divertida e você vai identificar a si mesma ou alguém que conhece nas páginas desse livro. Algumas opiniões minhas eram bem diferentes das protagonistas, mas ainda assim não deixei de curtir a história, porque uma coisa é certa: é deliciosa.

Eu já li vários livros da Thalita (Fala sério, filha, Fala sério, mãe...) e me diverti em todos eles, ainda mais que muitos li aos 14, 15 anos. Embora eu ache que ela consegue ser um pouco atemporal, porque se pegar um livro dela daqui a uns anos, você vai se enxergar em alguma situação retratada.
Só que esse livro é realmente um pouco mais "jovem" que os anteriores da autora. As personagens tem entre 15 e 19 anos e as dúvidas permeiam essa faixa etária. Fora que é muito engraçado! A forma de agir das meninas, como elas falam, como reagem... É tudo muito real, o que deixa o livro mais legal ainda.  Me fez lembrar muito Melancia, embora os dois sejam diferentes a seu modo (aliás, quando li Melancia - no mês passado - eu achei que ele tinha a cara da Thalita Rebouças. 

Confira abaixo trechos da entrevista com Thalita Rebouças para o G1:
G1 - Na última Bienal do Livro, você teve uma recepção digna de popstar, com uma multidão de adolescentes gritando seu nome e pedindo autógrafos. Desta vez você está disputando lugar com a Hilary Duff...
Thalita Rebouças - Obrigada pela comparação (risos). Hilary Duff fez filmes, televisão e ainda canta e dança. Não dá para competir. Mas no quesito livro eu ganho dela, porque eu fiz 12 e ela só tem um. (risos). É bacana ver que consegui conquistar todo esse público tendo a palavra como matéria-prima. Me sinto uma popstar da literatura.

G1 - E este ano, está a recepção do público nesses primeiros dias de Bienal?
Thalita - Já dá para sentir um gostinho. Sempre que eu caminho pelo evento, muitas pessoas me param para pedir autógrafo ou uma foto. É uma delícia esse carinho dos leitores.

G1 - O que significa para você chegar à marca de 1 milhão de livros vendidos?
Thalita - Significa muito, porque quando decidi largar tudo para virar escritora, há 11 anos, fui desencorajada por todos, nem minha família me apoiou. Diziam que eu era louca de tentar viver de literatura no Brasil. E eu, do alto dos meus 25 anos, decidi largar o jornalismo, pedir demissão para me dedicar só aos livros.

G1 - Como foi o processo de criação do seu novo livro, sobre a primeira vez?
Thalita - Eu sempre quis escrever sobre esse rito de passagem tão importante para as meninas. Eu sempre falo para os pais: ‘não fica com medo de dar o meu livro para sua filha’. É um livro que fala sobre sexo sem falar sobre sexo. Eu queria mostrar para as meninas que elas não estão sozinhas, todos os medos, as dúvidas, as paranoias que elas têm, todo mundo já teve. É muito mais sobre o antes e o depois, sobre as emoções.

G1 - Essas personagens têm alguma inspiração autobiográfica ou em pessoas reais?
Thalita - Há histórias que aconteceram comigo, não na minha primeira vez, mas com namorados que passaram pela minha vida. Também tem histórias que passaram com minhas amigas. Acho que é o meu livro que mais tem coisas minhas.

G1 - Mas o quanto é ficção o quanto é observação?
Thalita - Esse é o grande barato da ficção, é poder misturar tudo no mesmo caldeirão, coisas que vivi, coisas que vivi um pouquinho e aumento para ficar saboroso, coisas que inventei, coisas que eu ouvi na fila do supermercado, na fila do banco e por aí vai.

G1 - Atualmente os adolescentes estão muito ligadas na literatura de fantasia. Ainda tem espaço para uma literatura como a sua, mais ligada à realidade?
Thalita - O bacana de ver que meus livros continuam a vender em meio a essa onda de fantasia, porque o cotidiano ainda tem um grande apelo. Adolescente gosta de se reconhecer nos livros. Eles entendem melhor os pais, os professores e se entendem melhor com meus livros. Já me sugeriram escrever algo de fantasia, mas o que eu me sinto à vontade para escrever é a observação do dia a dia. Nunca vou embarcar nessa onda de fantasia, porque não é uma literatura que eu consumo ou que eu consumia quando era adolescente. Não entendo nada sobre vampiros, bruxos ou anjos. Não tenho a menor vontade de escrever fantasia, seria um mico.

G1 - As jovens que liam seus livros há 11 anos hoje já são mulheres. O que você vê de diferente entre as adolescentes de 11 anos atrás e as de hoje?
Thalita - Quase nada. O mundo mudou muito nesse meio tempo, mas o bacana é ver que a essência do adolescente não mudou. O que mudou foi o acesso à informação, com a internet, principalmente. Mas as preocupações continuam as mesmas: o primeiro beijo, a primeira transa, o conflito com os pais, as espinhas, os amores platônicos, o medo de pagar mico, a inquietação. Não vejo nenhuma mudança na alma do adolescente.

G1 - Ao observar as suas leitoras, você acha que a adolescência está chegando mais cedo?
Thalita - A infância está cada vez mais encurtada. Hoje vejo meninas de oito anos que dizem que já leram todos meus livros. Fico muito impressionada e digo a elas: esperem um pouquinho para ler meu livro quando crescerem, está bom? Acho que meus livros não são para crianças de oito, nove anos. É muito cedo.

G1 - Como que você consegue se conectar com a linguagem dos adolescentes?
Thalita - O que eles me dizem é que eu não fico dando lição de moral para eles. Quando eu escrevo, não tenho a menor intenção de dizer o que é certo e o que é errado. Não quero ser aquela tia chata que diz o que é bom e ruim.

G1 - Você recebe muitos e-mails de garotas pedindo conselhos?
Thalita - Sim, recebo muitos. A maior parte é pedindo dicas para beijar ou coisas do tipo meu pai não me deixa namorar, o que faço? E eu sempre digo: não dou conselho. Sou uma autora que escreve ficção, não sou psicóloga de adolescentes. Não conheço a realidade dessas meninas para arriscar um conselho.

G1 - Qual é o seu próximo projeto?
Thalita - No momento, estou trabalhando no 'Fala sério, filha – A vingança dos pais', que mostra a perspectiva dos pais sobre as coisas que os adolescentes vivem. Foi um pedido antigo das mães das minhas leitoras, e estou me divertindo muito.

G1 - Se você fosse mãe, isso ajudaria ou atrapalharia na produção dos seus livros?
Thalita - Se eu fosse mãe, os adolescentes não gostariam do que eu escrevo, porque provavelmente eu teria um lado mãe no meu discurso. E eu não tenho isso.

Eu super recomendo!

Beijos,
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DICA DE LIVRO: MELANCIA!


Terminei de ler esse romance fantástico na semana passada e com certeza não podia deixar de comentá-lo aqui. Uma história trágica e totalmente louca, apaixonante, enfim, simplesmente MARAVILHOSO!
Minhas palmas a escritora Marian Keyes, poucas pessoas conseguiram me prender a um livro como ela fez. Fui dormir 3 horas da manhã na quarta, tendo aula no outro dia, só para ler até o fim. A cada parte narrada, eu já conseguia imaginar como era a casa, os personagens, era como se estivesse vendo-os na minha frente! Muito prazeroso!
Por isso, agradecimento super especial pra linda da @xpalomac que me indicou e me ajudou a procurar na biblioteca super organizada do colégio esse livro..
Pra dar um gostinho em quem ainda não leu, a resenha que achei no "Resenhando":


"Sentimentalismos à parte, Melancia é uma rara surpresa da literatura estrangeira contemporânea. Por esse motivo, não é de se admirar que antes de estar na lista dos mais vendidos no Brasil, estourou na Inglaterra, fazendo com que a escritora irlandesa Marian Keyes, autora do livro, tenha vendido a peso de ouro os direitos autorais para a publicação de suas obras na Alemanha e Estados Unidos.

O universo da mulher na faixa dos 30 anos é retratado por meio de personagens carismáticos, reviravoltas e comentários hilariantes e feministas da protagonista. É claro que não faltam farpas ao comportamento masculino. Melancia é de uma leitura maravilhosamente despretensiosa, ironizando e se aproveitando dos clichês para elaborar uma boa história, embora com uma narrativa àgua-com-açúcar e previsível.

O livro conta o drama da garçonete Claire, abandonada pelo marido após dar à luz uma menina, logo depois que ele confessa ter um caso com uma vizinha também casada. Com a auto-estima em baixa, 29 anos e a forma física aparentando a de uma melancia, Claire resolve voltar para a casa da família: o pai à beira de um ataque de nervos, a mãe com fobia de cozinha e viciada em telenovelas e duas irmãs. Uma, destruidora de corações; outra, fanática pelo ocultismo.

Em meio a muitas lágrimas, depressão e bebedeiras, Claire refaz a vida e se interessa por Adam - boa pinta, inteligente e, claro, supersensível. O problema é que ela acha que Helen - a irmã demolidora de corações - está apaixonada, pela primeira vez, pelo tal galã e não quer magoá-la. Para complicar a situação, James, o marido, volta, acusando a mulher de tê-lo induzido a procurar uma amante.

Cada capítulo do livro parece o episódio de uma Sitcom - Situation Comedy - ou mesmo um folhetim de alguma novela das seis. O enredo gira em torno de coincidências ("... então, simplesmente aconteceu que me sentei ali e Adam entrou, apenas uma hora e meia depois que eu chegara..." pág. 276), segredos que só se revelarão no último capítulo, um audacioso plano de vingança e uma lição de moral: o que não mata fortalece, desde que a desgraça seja encarada com o mínimo de senso de humor. Bom para você ler quando estiver triste. O jeito é degustar a Melancia com prazer, já que o livro está bem longe de ser um "abacaxi".



Leia quem puder, e conheça também outros livros que já fiquei sabendo que são super bons, da Marian Keyes:


Beijos,
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HELENE HEGEMANN – LIVRO: AXOLOTLE ATROPELADO

Essa alemã de apenas 17 lançou seu primeiro romance e já conseguiu seu lugar ao sol! Em apenas quatro dias, todos os primeiros exemplares foram esgotados. Invejinha! Porééééém, a adolescente foi acusada de plágios e admitiu que usou partes de outros textos e ainda afirmou que, o importante era a “autenticidade” da obra.
 Depois de já ter sido traduzido em 15 idiomas, o livro ganha agora uma versão brasileira (êêêê!), vai custar R$39,90 e tem 208 páginas.

A HISTÓRIA DE AXOLOTLE ATROPELADO
A personagem principal se chama Mifti e tem 16 anos. Conta sua história underground em Berlim e retrata a companhia de um mascote exótico: uma espécie de salamandra mexicana que não se desenvolve e permanece em estado de larva. A história ainda retrata assuntos polêmicos que toda adolescente adora ler: álcool, drogas, homossexualismo, autodestruição e sadomazoquismo, música, literatura e cinema!

Quer mais? Então é só comprar o livro e se jogar!

Beijos,
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